Le 1er jour au travail

9 11 2009

Desta vez a organização francesa mostrou ser diferente da nossa. Cheguei à recepção e lá arranhei um francês certamente pior do que o português do Sarkozy, pedi para chamarem a pessoa que me tinha indicado (o sénior com quem vou trabalhar directamente) mas ele ainda não tinha chegado. Passado algum tempo ele chegou, veio ter comigo e disse-me que tinha estado três anos em Angola e que por isso arranhava o Português, sendo ele um ex-jugoslavo (foi assim que ele se intitulou). Temos um pré-acordo em que eu tento falar uma espécie de Francês e ele responde em Português quase perfeito. É uma espécie de win-win situation, ele relembra o Português e eu faço figura de parvo 🙂

Cheguei ao meu lugar e já lá estava o computador para mim e um telefone com um ecrã do tamanho de uma televisão onde estava escrito VALENTE Marco (Zé, tens razão, é espectacular). No monitor estava um post-it a pedir para ligar para um número. Para aí à terceira tentativa, o meu sénior ex-Juguslavo e falante de Português lá conseguiu apanhar o técnico, passados 10 minutos o dito apareceu. Pediu-me para escrever uma nova password – 1ª dificuldade – AZERTY, oh mon Dieu! Ele ofereceu-se para ir buscar um teclado de gente (i.e. QWERTY), mas resisti estoicamente e disse que tinha que me habituar. Moral da história, para aí 1 hora depois de chegar ao meu local de trabalho tinha PC, telefone, e-mail, tudo a funcionar. A minha experiência em Portugal é que isto pode levar semanas, aliás há muito boa gente que nem sequer chega a ter telefone. Se bem que o telefone aqui tem qualquer coisa de estranho, o aparelho em si é extraordinário, ainda não descobri como é que tira cafés, mas é uma questão de tempo e de olear o francês. Mas é um utensílio que não faz muita falta, o silêncio é tão presente e “concentrante” que um tipo até se sente mal em levantar o auscultador.

Quando chegou à hora de almoço é que foi o terror, uma mesa comigo e sete franceses. Houve um rapaz que esteve um pouco a falar comigo em inglês e comigo a tentar arranhar francês, mas quando a coisa se tornou comunitária não fui capaz de aguentar o ritmo. Eles falaram depressa demais para mim…

No fim do dia saí e a vista era esta:

DSC00134

Não consegui deixar de sorrir…

Depois fui às compras, mais uma aventura. Estava com medo de ter frio no caminho até ao aparthotel, mas depois de conseguir encontrar tudo o que precisava de mais urgente, o stress foi carregar os sacos… nem pensei no frio. Já sabem, se algum dia estiverem com frio, a receita é:

  • Ir ao supermercado
  • Comprar o suficiente para que pese entre 10 e 15 kg
  • Levar os sacos a pé até casa

 

Pelo menos o jantar estava bom:

DSC_1749

 

Amanhã vai ser a aventura do “Passe Navigo”, depois conto.

 

Não me quero despedir sem agradecer todos os comentários ao primeiro post. Espero que também achem graça a este e que o comentem, mas já agora queria pedir que se identificassem. Quando for para dizer mal, podem deixar anónimo, agora quando são simpáticos, digam quem são.

 

Beijinhos e abraços!

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7 responses

10 11 2009
Tópai

Para começar não está mal.Certifica-te se o tecnico que instalou o serviço não é potugues!!??.Boas imagens out-in.Bons cozinhados e bom apetite.

10 11 2009
Tóni

Fazes-me lembrar dos meus primeiros tempos em Madrid!!! Força aí Marcao!!!

10 11 2009
Raquel

Muito bem, sim senhor, gostei particularmente do sentido de humor na situação win-win.

Beijinhos, até ao próximo post

Raquel

10 11 2009
Pedro

Estás a dominar a cena, só que ainda não sabes 🙂

Take care

10 11 2009
Andreia

A comida não tem nada mau aspecto…claro que não pudia faltar as laranjas. Quando a tua mãe vir que o filhote se está alimentar tão bem, vai ficar orgulhosa 🙂
Quanto a fazer figura de parvo, vais-te habituar. O segredo é fazeres cara de entendido, e depois quando te perguntarem alguma coisa em francês, respondes num inglês tão british que eles não vão perceber. Vai resultar..à confiance

10 11 2009
marvalar

Mas o objectivo é perceber o que eles dizem, não é fazer de conta!

10 11 2009
Jorginho

Tou a ver que já tás a dominar a situação ai na Technip.. O ti Pilenko (CEO) já me ligou … tava em stress… ainda não sabia qual o Technology Managerr que ia mandar pra reforma! 🙂
Entretanto a saudade já aperta, por isso, pra semana tou ai pra uma janta à grande e à … Se quiseres que leve um cafezinho tuga ou um queijinho da serra, avisa!
Força ai!!
PS. Acho que me identifiquei… não sou como algumas, anónimas, com sotaque alentejano, que tentam aqui insinuar que não sou um “mãos largas”… sim, eu que quase todas as semanas subia à torre Eiffel só pra ver a vista… ce pa possible!

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