Michelle

21 02 2010

O post de hoje é para dar a conhecer a Michelle, o mais recente membro da família.

Foi adoptada ontem e estou muito contente.

 

DSC_3525

DSC_3560

DSC_3574

 

Já há muito tempo que queria ter uma guitarra boa com cordas de Nylon e aqui sentia bastante a falta de tocar. Assim, juntou-se o útil ao agradável e apareceu a Michelle.

Tem um som muito bom, com uns harmónicos bem bonitos e é muito confortável de tocar. Foi uma espécie de amor ao primeiro toque 🙂

Oxalá a Jasmina não fique triste.

 

Beijinhos e abraços!





Pat Metheny – The Orchestrion Tour

14 02 2010

A Orchestrion Tour do Pat Metheny passou pelo Olympia e não pude faltar.

Sobre a sala, espero poder falar noutro post. Hoje o tema é o concerto em si.

Antes do espectáculo começar estive a analisar um pouco o público. Consideravelmente diferente do que seria o público português para um concerto desta índole. A maioria do público pertencia à faixa etária dos 50+ e entre eles, encontravam-se muitos casais. Em Portugal encontram-se pessoas mais novas, normalmente unidas pela música e não pelo matrimónio 🙂 Visto por este prisma, ele é quase um artista mainstream aqui. Talvez por isso mesmo, os franceses tenham direito a 4 concertos nesta tour e os portugueses não tenham direito a nenhum.

Quem estiver em Portugal e quiser passar um excelente serão, os locais mais próximos são:

– Madrid – 18 de Fevereiro
– Valladolid – 19 de Fevereiro

 

O concerto é algo de completamente diferente do que tinha visto até hoje. Antes de dizer porquê, um enigma:

Tirei esta foto antes do concerto. O que há de estranho?

DSC_3475

A resposta vem mais à frente.

 

O espectáculo arrancou com 1 peça do Brad Mehldau, que ele tocou só com um guitarra clássica. Continuou com as guitarras acústicas por mais 3 peças. Na última destas, gravou uma base harmónica para depois improvisar por cima e acrescentou ainda, o que parecia, uma caixa de ritmos. Estávamos no final do 4º tema (que acaba com um som de prato de bateria a ser tocado com aquelas baquetas que parecem os martelos para o bombo, o que indiciava um bateria algures escondida). Com o público a bater palmas, ele vira-se para trás e a cortina vermelha que está na foto sobe.

Por trás da cortina aparece uma espécie de estante gigante cheia de instrumentos de percussão. De repente, arranca para o tema seguinte e tudo a estante começa a tocar, tal como o piano, a marimba, o baixo… uma super banda. Mas ele estava sozinho no palco.

Os instrumentos eram todos mecânicos, à excepção da guitarra dele. Melhor, com a guitarra dele ele podia tocar qualquer um dos outros instrumentos!

Para perceber melhorzinho, só mesmo com este vídeo:

 

É um conceito completamente novo, nunca tinha visto nada parecido.

 

Num dos temas, improvisado, começou por gravar quatro pistas de guitarra, depois gravou a percussão, o piano, a marimba, … (sempre através da guitarra). O tema foi-se construindo, ganhando vida, muita vida, com tanto instrumento diferente. Voltou a fazer o mesmo para uma espécie de “parte B” e no fim improvisou, muito bem, por cima.

Como compositor, deve abrir muitos caminhos novos e foi exactamente isso que ele acabou por dizer. 

Achei muito curioso e claramente inovador e está completamente de acordo com o seu perfil de músico em busca de novos desafios.

 

Para mim a música vive-se em comunhão com o instrumento e neste caso, as possibilidades do instrumento multiplicam-se. Parece-me um caminho bastante construtivo para quem se sentir amordaçado pelas fronteiras do seu instrumento. Mas a música é também um meio de comunhão e partilha com os outros músicos.

 

Já agora, o que estava de errado na foto é que faltava o banco do pianista. Afinal não faltava 🙂

 

Beijinhos e abraços!





La Neige

13 02 2010

Segundo a Wikipédia,

“La neige est une forme de précipitation, constituée de glace cristallisée et agglomérée en flocons pouvant être ramifiés d’une infinité de façons”.

Para mim é qualquer coisa nova. Já tinha visto neve, mas a primeira vez que vi nevar foi em Paris.

Já tinha estas fotos há algum tempo, mas como a meteorologia não tem estado de acordo, não as tinha ainda publicado. Esta semana mudou, voltou a fazer mais frio e a neve reapareceu. O clima conspirou para que vos mostrasse as fotos.

Jardin des Tuileries:

DSC_3077

DSC_3101

 

Lembram-se do lago gelado com os pratos de bateria? Estava semi-gelado e os pratos já não estavam lá:

DSC_3086

DSC_3091

 

Beijinhos e abraços!





Gent Encore

2 02 2010

Fui de TGV para Gent. Foi a minha estreia em comboios que andam mais rápido que os carros. Nunca experimentei o Alfa-Pendular, mas já experimentei 13 horas de Lisboa para Albacete (um pouco a sul de Madrid) e 7 horas entre Lisboa e Penamacor.

Desta vez foi menos de 1 hora para fazer os mais de 200km entre Paris e Lille. O comboio é bastante confortável e silencioso. Pessoalmente continuo a preferir voar, mas é mesmo pelo gosto de voar. O comboio é mais confortável e mais silencioso. Cheguei à gare faltavam 5 minutos para o comboio partir. Esta é também uma grande vantagem em relação ao 60 minutos de antecedência com que é preciso aparecer no aeroporto e claro, parti do centro de Paris e cheguei ao centro de Lille.

DSC_3432

Há alguns troços em que os carris são paralelos a uma auto-estrada. Parece que os carros estão quase parados.

DSC_3439

 

Para acabar deixo mais duas fotos de Gent.

 DSC_3415

DSC_3387_8_9_0_1_2_3 

 

Beijinhos e Abraços!








%d bloggers like this: