A380 – Check

31 08 2010

Este fim-de-semana fui a Londres.

O objectivo principal da visita foi fazer Londres-Paris em A380! Isto não está nada em consonância com a tradição monárquica inglesa, já que é o 747 que tem a alcunha de “Queen of the skies”. Por essa razão, ou outra qualquer mais provável, o certo é que a placa de Heathrow estava carregada de 747s, mas deixemo-nos de teco-tecos e vamos passar às primeiras fotos, a partir do terminal 4 de Heathrow.

 

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O embarque é feito por duas mangas – uma por andar:

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Vamos entrar e dar uma espreitadela?

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Os monitores individuais não são exclusivos do A380, os A330 da TAP também têm e já voei num A320 da Afriqiyah Airways que também tinha e até tinham uma funcionalidade extra – uma bússola a indicar a orientação de Meca Smile

 

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Voltando ao A380, reparem no espaço que existe entre o banco e a estrutura do avião:

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As asas impressionam ainda mais vistas de dentro. São imensas e deixam de se ver a meio, para depois se ver a winglet lá bem ao fundo (não confundir com a cauda do avião da Delta Airlines que estava estacionado ao lado).

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Mas vamos ao que interessa. O avião impressiona no chão, mas foi feito para voar!

Aqui vamos nós no taxiway com emissão em directo:

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“Air France 1981 you are number 2 to depart, number 1 is type LJ45, uhh… correction, number 1 is type B737”

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“Air France 1981, cleared for take-off runway 27 right, bye bye”

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“Rotate”

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“Positive climb”
“Gear up”

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Durante o vôo dá para jogar jogos, ver filmes, ouvir música, mas eu prefiro emissões em directo:

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Estávamos algures sobre a mancha a FL230 (23000 pés), que foi a nossa altitude de cruzeiro.

Algo muito, muito curioso é que os ailerons, as superfícies de controlo nas asas, não são uma peça única. Estão partidos em várias partes que se movem independentemente. Na próxima fotografia, dá para ver que não estão todos com o mesmo ângulo.

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Entretanto começámos a descer e foi a primeira oportunidade de ver os spoilers:

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Reparem que , com a carga aerodinâmica já se consegue ver a asa toda. São muito flexíveis, às vezes parece que o avião vai a bater as asas Smile

 

“Air France 1981, cleared to land runway 27 left”

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E aterrámos:

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Antes de emitir a minha opinião, quero deixar claro que a minha experiência em aviões de longo curso é diminuta (um voo Terceira/Lisboa em A310). O resto dos voos foram em 737 e A319/20/21. Também voei nuns turbo-hélice (Bombardier Q-400 e estreei-me no ATR-72 a caminho de Londres), mas ainda são mais pequenos. Ah e claro, aviões a sério – Cessna 152 e Piper Cherokee Arrow 🙂

Posto isto, a minha opinião sobre o A380 é… UAU! A primeria coisa que pensei quando ainda estava na manga de embarque foi – “Até a porta é maior do que é costume!”. Depois, o interior é mais espaçoso em todas as dimensões, largura, espaço para as pernas e em altura. Para os interessados, tenho a dizer que, pelo menos no piso inferior, é perfeitamente possivel um adulto de 1.80m estar em pé no lugar junto à janela, sem bater com a cabeça em lado nenhum e sem sacrificar o espaço para a bagagem de mão. Antes que perguntem, creio que se for uma criança ou adolescente com a mesma envergadura, também não vai ter problemas.

Fiquei bastante impressionado com o baixo nível de ruído a bordo.

 

E agora, que tal uma visita guiada pelo interior?

A cabine tem dois pisos. Neste avião, na frente do piso inferior está a 1ª classe e depois seguem-se três secções de classe turística, separadas por saídas de emergência.

Na frente to piso superior fica a classe executiva e na parte de trás, mais uma secção de classe turística.

Começamos pela piso inferior, na secção frontal da classe turística (onde eu viajei):

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Passamos para a segunda secção:

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E finalmente, para a traseira do piso inferior:

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Subimos ao piso superior pela parte de trás e encontramos a última secção de classe turística:

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O resto do piso superior está dedicado à classe executiva:

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Este cantinho fica à frente da classe executiva:

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Voltamos a descer e encontramos a restrita primeira classe:

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Por fim, a super primeira classe, com apenas 2 lugares, mais dois para boleias e aquilo pelo qual qualquer um de vós que aguentou até agora está à espera, o COCKPIT:

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Ao contrário do 747, o acesso ao cockpit no A380 é feito pelo piso inferior, mas tem que se subir 3 degraus depois de passar a porta do cockpit.

 

Um coisa engraçada neste tipo de eventos, é que há mais entusiastas (ou freaks, como nos queiram chamar) do que num voo normal. Mesmo ao meu lado estava uma piloto de private jets holandesa que tinha pegado nela e na família para fazer Londres-Paris-Londres, com uma escala de 3 horas em Paris, só para dar uma voltinha. Ela estava completamente entusiasmada com a experiência, o que me fez sentir bastante mais normal do que o habitual.

Bem lhe posso agradecer a oportunidade de fazer quase todas as fotos da cabine que aqui estão. Depois de chegarmos ao nosso stand em Charles de Gaulle, começou logo toda a gente a levantar-se e a fazer filinha no corredor, desculpem, nos corredores para sair, quando ela me diz: “This people are all in a hurry, I’m not in a hurry. Are you in a hurry?” ao que respondi “I’m not in a hurry!” Smile Depois disse-me qual era o plano. Ela tinha verificado que aquele avião não ia voar mais e que não havia razão nenhuma para não nos deixarem dar uma volta pela cabine e tirar umas fotos, ao que me limitei a responder: “You have control and communications”.

Mesmo depois de receberem um sem número de pessoas na cabine os pilotos estavam bem-dispostos, juntando com o exemplo da minha companheira de viajem e outros que conheço bem melhor, dei comigo a pensar que os pilotos devem ser uma das classes profissionais com mais paixão pelo seu trabalho, no sentido mais poético da expressão. Fico muito contente por eles, embora não me surpreenda. Qualquer miudo no seu perfeito juizo so vê três carreiras profissionais possiveis – astronauta, piloto de F1 ou… piloto de aviões. Se algum me responder outra coisa, fico preocupado – “Que tipo de educação é que estes pais estão a dar a esta criança?”.

 

Quanto ao avião, deixei-o no terminal de Charles de Gaulle com um “Até Breve!”

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Foi um longo post, proporcional ao tamanho e ao gozo que me deu fazer esta viagem. Espero que tenham gostado.

 

Beijinhos e abraços

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Le Bateau Photographe

15 08 2010

No último post disse que tenho estado envolvido num projecto de webdesign intensivo. Precisamente hoje, foi inaugurado o resultado desse projecto – www.aseletronica.pt

É verdade, o site oficial da ASeletrónica. Para todos vocês que já conhecem a empresa, talvez não saibam que faz amanhã 16 anos que abriu a porta pela primeira vez. Para os que não conhecem, é uma boa oportunidade de conhecer.

Mais uma vez pude contar com a ajuda do meu professor de informática de longa data. É daqueles professores à moda antiga (não o quero imaginar de régua na mãoSmile), mas deu uma ajuda preciosa. Para além do seu talento informático, descobri-lhe muito recentemente uma veia criativa para as bebidas, mas sobre isso falei no último post e mais não digo Smile

E perguntam vocês, ah e não sei quê, o que é que isso tem a ver com França?

– Ah e não sei quê, o que é que isso tem a ver com (a) França?
(reparem que eu nunca diria “a França”, mas como sei que alguns de vocês assim diriam, deixei o “a” como opcional na vossa fala, é politicamente correcto)

E eu respondo:

– Quem inventou websites de empresas portuguesas feitos em França fui eu. Antigamente a malta, ah e não sei quê, websites feitos em Portugal e eu – Nã! Websites feitos em França com folhinhas do Jardin du Luxembourg no Header! Para além disso leva um cheirinho a croissant, se vocês não conseguirem cheirar, venham cá a casa para verem como aqui funciona.
(reparem mais uma vez que está explicitamente escrito “em França”, porque sou eu a falar. Para que não subsistam dúvidas para ninguém, em França = na França no dizer de alguns de vós)

E dizem vocês:

– Uhmmm, folhinhas do Jardin do Luxembourg e cheirinho a croissant… Isso pega-se?

 

Esta história do croissant, conjugado com a minha visita a Londres nos próximos tempos, fez-me lembrar uma história:

 

E é nesta altura que vocês pergutam, já desesperados – “Mas e o Bateau Fotógrafo?”

Parece que padeço da condição de não respeitar muito bem os títulos Smile

 

Mas aqui vem ele. Foi uma fotografia curiosa, porque tinha ali o barco a dizer-me para usar uma velocidade baixa. E eu usei, 5 e 10 segundos Smile

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Beijinhos e abraços!





Jus de Fromage à Saint-Malo

10 08 2010

Tenho que pedir desculpa mais uma vez, mas um projecto de webdesign intensivo e uma fantástica estadia de uns amigos aqui em casa acabaram por me tirar do blog.

Sobre o projecto de webdesign, conto dar-vos novidades aqui muito em breve.

 

Quanto à visita dos amigos, este post abre um bocadinho a porta, mas há mais para vir.

Foi uma semana bem passada e pelo fim-de-semana aproveitámos para ir até Saint-Malo e ao Mont Saint Michel ali bem na fronteira entre a Normandia e a Bretanha.

Talvez motivados pelos ares inspiradores da costa Oeste, aconteceram momentos verdadeiramente memoráveis, daqueles que nos vão acompanhar para sempre. Estou a imaginar-me de bengala e com falta de óleo nas articulações a dizer: “Lembras-te daquela vês em Saint-Malo… ?”

Passo à descrição de uma dessas preciosidades. 22h ou 23h (quando não estou a trabalhar faço questão de não saber bem horas, já era noite) de Sábado, encontrámos um sítio para jantar. Escolhemos o que íamos comer e a seguir estávamos na dúvida sobre a bebida.

Um pouco de originalidade na escolha da bebida pode dar aquele toque de sofisticação que faz a diferença entre o muito bom e o sublime. Embebido deste espírito empreendedor, eis que um dos amigos resolve pedir, no melhor francês que tenho ouvido nos últimos tempos, um “jus de fromage”!

Tenho pena de não ter tirado uma foto à cara da nossa atenciosa anfitriã, isso sim era uma foto. Foi aquela hesitação – “Eu percebi bem, não percebi? O gajo é português, se calhar não foi bem isso que ele quis dizer. Mas não, ele disse bem, bom sotaque, vocabulário correcto, não há grande margem para dú…”

Ao mesmo tempo, e vendo a expressão de admiração na cara da senhora, o nosso empreendedor contra-ataca:

“Ce n’est pas possible?”

As dúvidas desfazem-se por absoluto na cabeça da nossa anfitriã e ela responde – “Non”. O que evidentemente, despoletou a gargalhada.

 

Estou certo que depois do episódio ela ficou a pensar que em Portugal é normal beber sumo de queijo. Mais! Ficou com vontade de viajar até à nossa terra só para experimentar a iguaria.

Pessoas que fomentam desta forma o turismo no nosso país não deviam perder tempo a trabalhar. Deviam ter um contrato milionário com o Turismo de Portugal para andar por esse mundo fora a cativar turistas, aí sim eu veria os meus impostos bem aplicados.

 

Para acabar deixo algumas fotos de Saint-Malo. Preferia ter uma foto da expressão da nossa futura ex-apreciadora de sumo de queijo, mas também eu não estava preparado para tamanha revelação.

 

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Beijinhos e abraços!








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