Val de Loire–1er Jour

28 08 2011

Olá!

No princípio de Junho aproveitei um fim-de-semana prolongado para fazer uma expedição ao Val de Loire “e arredores”.

Vamos ter um post dedicado a cada um desses três dias e para manter uma certa originalidade, o primeiro é dedicado ao primeiro dia!

Este vale traça o caminho que as águas doces do rio Loire escavaram para encontrarem o sal da vida, em pleno Atlântico.

O Loire é o mais longo rio de França, com 1013 km. A viagem (a do rio, não a minha) começa bem a sul, em Ardèche apenas 150 km a norte da costa mediterrânica e termina em Saint-Nazaire, pouco depois de deixar Nantes às 6 horas.

Até ao século XIX, este rio era a via principal para o movimento de mercadorias entre o porto de Nantes, o interior do país e a costa mediterrânica, tendo sido depois substituído pelo caminho de ferro.

A denominação “Val de Loire” é aplicada apenas a uma parte do percurso do rio, já perto do estuário. O ponto de interesse desta região é a grande concentração de “Châteaux” que ali existem e que contribuíram para que fosse considerada património mundial da UNESCO. Escrevi “Châteaux” e não “Castelos”, porque me custa um pouco fazer a tradução literal, já que nem todos são estruturas fortificadas.

A corte francesa esteve ali instalada nos séculos XV e XVI, nos anos efervescentes do renascimento.

 

Mas, antes de chegarmos aos castelos, vamos fazer uma paragem em Chartres para dar uma vista de olhos à sua catedral que data do século XIII:

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A posição do sol não ajudava, os andaimes ainda menos, mas foi a fotografia possível.

Continuando a visita…

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Depois da primeira paragem, rumo direto ao primeiro “Châteaux” – Chambord.

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Chambord é um dos mais célebres, se não o mais célebre dos monumentos da região. A sua construção teve início em 1519, sob as ordens de François I e em 1535, a torre de menagem estava concluída. No coração da torre de menagem está uma escadaria em dupla hélice, que se especula ter sido uma das últimas obras de Leonardo da Vinci que morou na região entre 1516 e 1519.

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Mais tarde, no século XVII, foi ponto de paragem frequente para Luís XIV. Uma vida difícil, ter que alternar entre Versailles e Chambord Smile

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Depois de Chambord, direito a uma passagem rápida em Amboise, onde acabei por achar esta pequena igreja mais fotogénica que o castelo:

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Assim como estas janelas, que me teleportaram para o Alentejo:

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Paragem no fim do dia em Tours para recuperar forças:

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O segundo dia foi marcado por mais “Châteaux” esplendorosos e jardins de hortícolas. A não perder, brevemente num blog perto de si Smile.

 

Beijinhos e abraços!

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Une Journée à l’Eurodisney

7 08 2011

Já passou algum tempo desde a minha visita à terra encantada, mas ainda sinto o meu córtex a iluminar-se quando revejo as fotografias. Quer isto dizer que ainda estou a tempo de contar a história.

 

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Existem dois parques, a Disneyland e o Walt Disney Studios. Estive na Disneyland, o outro vai ficar para a próxima.

 

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Na fotografia acima vê-se o hotel principal do parque. O letreiro “Disneyland Park” marca um ponto de quebra no espaço-tempo. Tudo isto sob o olhar atento do Mickey.

 

Do outro lado está um mundo diferente daquele que eu conheço. Música em todo o lado e tudo bonito, embora se sinta que “não é de verdade”. Mas não é mesmo de verdade. Essa sensação é um ponto de contacto com a nossa matriz de realidade.

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Naquele mundo há parques de estacionamento para carrinhos de bebés:

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É o país da Alice e dos seus amigos:

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A multiculturalidade predomina, até há lugar para os piratas:

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Eles até têm um forte:

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E por baixo do forte há uma gruta para visitarmos os seus tesouros:

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Encontrei o jipe do Indiana Jones, se calhar andava à procura dos piratas:

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Como não o vi, calculo que não os tenha encontrado e que tenha decidido apanhar o foguete da “Space Mountain”. Presumo que ele lá estivesse porque como é quase tudo escuro, é natural que não o tenha visto:

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Procurei-o por terras do Oeste, mas sem sucesso:

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Não desisti e dei uma pequena volta ao mundo à sua procura:

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Mas… nem Indiana, nem chicote.

 

Percebi que não o ia encontrar e fui à procura de outros amigos. Recuei ainda mais no tempo e acordei na colecção de livros do “tio patinhas” que o meu primo tinha/tem:

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O Tio Patinhas propriamente dito, não marcou presença, mas fez-se representar pelo sobrinho.

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Esta viagem foi de tal forma intensa que ainda hoje, mais de 3 meses depois, me lembro da música.

 

No fim tive de voltar ao mundo que tinha deixado de manhã:

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Balanço final:

Entrar no mundo da Disney é especial. O que me motiva não são as montanhas russas, nem os carrosséis. É fantástico voltar atrás e relembrar as personagens que me acompanhavam quando ainda mal sabia ler o que estava escrito nos balões. Neste sentido trocava bem um bocadinho de Piratas das Caraíbas ou  Toy Story por mais Pato Donald, Mickey e Professor Pardal. Mas percebo que são esses os heróis das gerações mais novas.

 

O castelo da Bela Adormecida estava em manutenção, por isso não tirei fotografias. Mas pareceu-me que deve ficar espectacular sem os andaimes.

 

Beijinhos e abraços!








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