Bordeaux

11 07 2015

Olá a todos,

 

Quase dois anos depois de deixarmos a île de Ré, vamos por fim chegar a Bordéus. São cerca de 200km, não é coisa para demorar tanto tempo.

Bordéus, que todos conhecemos pelo seu vinho, é uma cidade simpática com vastas zonas pedonais e sim, rodeada de vinhas. Mas isso já não vai ser para hoje.

A área urbana tem cerca de 1 milhão de habitantes e é a capital da região da Aquitânia.

Qualquer cidade francesa que se preze tem que ter o seu arco e Bordéus, não é exceção.

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Chama-se Porta da Aquitânia e foi porta de entrada na cidade noutros tempos. Hoje, é porta de entrada da rua de Sta. Catarina, uma pérola da Invicta.

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Se me permitem, faço aqui um parêntesis. Sendo eu um apreciador do mérito do novo acordo ortográfico em tornar a escrita mais fonética, não posso deixar de pensar que se devia então escrever Cátarina e Inbicta, carago.

Posto isto, tempo então de dar uma espreitadela na catedral. Catedral de Santo-André. Qualquer semelhança com a Igreja de Santo André, concelho de Santiago do Cacém, distrito de Setúbal é pura coincidência.

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Como era costume naquela altura, a construção começou no século XII e só acabou no século XVI.

Imagino os tipos do planeamento da época a seguirem a obra. Deviam de praguejar tanto que se confessavam 3 vezes ao dia. Penitência? Carregar baldes de massa.

Já no século XX e quase, quase a resvalar para o século XXI, foi declarada património mundial pela UNESCO.

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Mesmo ali ao lado, foi construído em 1998, no mesmo ano em que a catedral foi classificada pela UNESCO, o Tribunal de Grande Instância.

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Construído para julgar os responsáveis pelo atraso na construção da catedral, acabou por não cumprir o seu desígnio. O processo foi arquivado dado que o alegado crime tinha prescrito.

Ficou no entanto uma bela peça arquitetónica. Os cones que se vêm na fotografia são as salas de audiência e têm a essa forma para facilitar a circulação de ar. Espero nunca ir ver se o sistema funciona bem.

Seguindo em direção ao rio Garona (La Garonne), encontramos outros ícones da cidade.

Começamos pela Bourse Maritime:

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Passamos rapidamente pelo “Monument aux Girondins”. Que presta homenagem a um grupo de deputados locais assassinados durante a revolução francesa.

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Continuamos pela praça da bolsa, também ela património mundial da humanidade, e o seu espelho de água:

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E finalmente, acabamos na Ponte de Pedra, construída no início do século XIX:

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Para a próxima ficam as vinhas… e não só.

 

Beijinhos e abraços!








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