La banlieue bordelaise

30 08 2015

Não confundir com “La banlieue bordelique”, até porque não é verdade. Os arredores de Bordéus são bastante “arranjadinhos” e ao fim e ao cabo, os maiores responsáveis pela sua reputação internacional.

Olá a todos,

Obrigado por voltarem a passar os vossos olhos e o vosso tempo por estas páginas.

Como prometido da última vez, vamos dar um saltinho até às famosas vinhas de Bordéus, mas antes… antes, uma surpresa.

Na costa e a cerca de 50 km de Bordéus fica a duna do Pilat, a duna mais alta da Europa! E esta hein, quem diria que esta curiosidade geológica ficava a dois passos de Bordéus!

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A altitude máxima varia um pouco consoante os anos, mas anda por volta dos 110m acima do nível do mar, que fica ali mesmo ao lado.

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O que custa mais é a subida, mas depois de se alcançarem as alturas, a vista é fantástica. A duna ergue-se com altivez entre o mar e uma mata verdejante.

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O declive é impressionante. Brinquei muito no guincho a descer as dunas em modo “saco de batatas”, i.e. aos rebulões duna abaixo. Se fizesse o mesmo por estas bandas, tenho impressão que ficava tonto durante uma semana Smile

Ali mesmo, mesmo ao lado, fica a Bassin d’Arcachon, uma espécide de lagoa de Albufeira em modo king size. O tempo estava contado e já não deu tempo para ir até lá. A reportagem fotográfica fica prometida para a próxima.

Passemos então para as vinhas.

O vinho de Bordéus está certamente entre os mais conhecidos do mundo. A área de produção ascende a cerca de 120 000 ha (17000 campos de futebol, mas apenas 4% do Alentejo). A produção em 2010, não encontrei números  mais recentes, foi de 5 983 000 hectolitros (quase 800 milhões de garrafas, 160 piscinas olímpicas!). Em 2014, Portugal no seu todo produziu a mesma quantidade (o que eu descubro ao escrever o blog).

Apesar de Bordéus ser uma denominação vinícola, existem centenas de regiões demarcadas dentro dessa mesma denominação. Da mesma forma que Reguengos e Borba fazem parte do Alentejo.

Por sorte, o fim-de-semana da nossa visita era também o fim-de-semana portas abertas de Saint-Émillion, que é uma das apelações mais conceituadas.

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Assim, durante este fim-de-semana, as adegas (pomposamente chamadas châteaux por estas bandas) estavam abertas para receber os visitantes e dar a provar o seu vinho.

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Mesmo as grandes adegas são relativamente pequenas, mas a maior parte tem dimensão de negócio familiar. Numa delas passámos algum tempo a falar com o proprietário enquanto ele nos explicava a diferença entre os seus diferentes vinhos. De passagem disse-nos que Portugal é o país que tem mais castas vinícolas!

As vinhas, essas estão por todo o lado!

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Até uma próxima viagem.

Beijinhos e abraços!








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