Le Calendrier de l’Avent

22 12 2011

Oh oh oh! Chegou o Natal e com ele vieram as tradições que marcam esta época.

Descobri que uma das tradições aqui em (na) França é o calendário do Advento. E o que é o calendário do Advento? Perguntam vocês.

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O calendário do advento é uma caixa onde estão escondidos 24 chocolates atrás de 24 janelas. É uma tradição de infância, cada janela corresponde a um dia, de 1 de Dezembro a 24 e a cada dia abre-se uma janela e come-se o chocolate que estava escondido.

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Como não conheci a tradição em criança, ofereceram-me um para descobrir como é em adulto Smile Fiquei fã!

Apesar de não seguir o calendário católico do advento, posso garantir-vos que é uma autêntica religião por terras gaulesas.

 

Aproveito a oportunidade para desejar a todos os que vão por aqui passando um excelente Natal, perto daqueles que mais amam e um excelente ano de 2012.

 

Beijinhos e abraços!

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Coupe d’Électricité v2

27 11 2011

O fim-de-semana passado foi uma espécie de déjà vu. Voltei a não ter electricidade.

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Os seguidores mais atentos sabem que esta não foi a primeira vez. A diferença é que desta vez fiz tudo bem, tinha aberto o contrato a tempo e horas.

Cheguei a casa, liguei o interruptor e a luz não acendeu, o diferencial estava em posição ligado e uma chamada para o serviço de avarias acendeu a memória para o frio antecipado – “Não temos contrato para esse apartamento”.

O serviço de apoio ao cliente já estava fechado e só na manhã de sábado é que voltou a funcionar. Assumiram o erro, pediram imensa desculpa, mas só na segunda feira à tarde é que um técnico teve disponibilidade para se deslocar para fazer uma intervenção de 1 minuto e meio que voltou a iluminar a minha vida – Désolé.

Tal como no primeiro apartamento, também neste tudo é eléctrico – aquecimento, água quente, fogão… Por isso, digamos que foi um fim-de-semana… fresquinho, sobretudo quando chegava a hora do duche.

Apesar de tudo, foi possível continuar a ver televisão e com emissão exclusiva!

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Com todos os defeitos de Portugal, tenho a certeza que uma situação similar teria uma resolução mais célere. Em França nem tudo funciona melhor.

 

Em breve uma visita ao novo apartamento, mas com mais luz!

 

Beijinhos e abraços!





2 Années

8 11 2011

Faz hoje dois anos que cheguei a Paris.

Não tenho nada de especial para contar, apenas uma foto para dedicar a todos os que vão por aqui passando.

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Beijinhos e abraços!





Le Retour à l’Apparthotel

11 10 2011

Alô!

De retorno a Paris, de retorno ao blog e de retorno ao aparthotel!

Não era suposto assim ser. A esta hora era suposto estar na Coreia a descobrir um novo país e até um novo alfabeto. Mas um volte de face acabou por fazer com que o meu destino continuasse a ser Paris.

Permanecer em Paris agrada-me, o que cá comecei não está acabado, nem esgotado.

Estes quase dois anos foram uma espécie de retorno à adolescência, porque o mundo pareceu mudar constantemente de enquadramento, mas foi só a minha percepção que se foi enganando de cada vez de forma diferente. Não havia espaço conquistado, mas todo para conquistar. Enfim, como mudar de escola e ter que começar tudo de novo, mas mais a sério, porque depois do último toque, a escola continuou a ser diferente Smile

Depois de deixar a ampulheta correr, o espaço que encontrei deixou-me mais seguro de quem sou. Afinal é para isso que serve a adolescência.

Passado este tempo, acredito que agora se siga uma fase de consolidação que também tenho alguma vontade de viver, por isso digo que agrada-me continuar – “Faz sentido no meu sistema solar”.

 

As más notícias são que já tinha enviado o pré-aviso de saída do meu antigo apartamento e que entretanto este já estava alugado para após a minha partida. Assim sendo, fui forçado a voltar para um aparthotel até encontrar novo abrigo.

As boas notícias são que, assim sendo, tenho uma boa desculpa para voltar a fazer umas fotos para vos mostrar.

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O aparthotel chama-se “Adagio La Défense Le Parc” e fica a menos de 5minutos a pé do trabalho, o que é bastante simpático. Mas mesmo aparte essa mais valia, é bastante simpático e calmo. O único senão é que a internet é lenta e instável. Recomendado para quem precise de estar uns tempos numa residência deste tipo em La Défense.

 

Mais novidades em breve

Beijinhos e abraços!





Val de Loire–3ème Jour

5 09 2011

Como prometido, aqui fica o diário de bordo do 3º dia de viajem.

Tal como tinha adiantado, este dia foi completamente diferente dos dois primeiros. Enquanto até aqui temos estado a viajar pelo Renascimento, hoje vamos voltar ao contemporâneo.

O post de hoje é sobre o Futuroscope, um parque temático dedicado ao multimédia. Foi inaugurado em 1987, numa altura em que para o comum dos mortais, o 3D ainda era conseguido graças a óculos azuis e vermelhos.

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Hoje, 24 anos depois, as novas experiências em frente a telas gigantes, continuam a ser um dos pontos fortes do parque.

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Filmes projectados em cúpulas com um ângulo de visão de 360º, ou em salas com chão transparente e com uma tela que se prolonga por baixo dos nossos pés, continuam a ser atracções do parque. Mas, agora que o 3D começa a estar banalizado, o parque aposta no… 4D Smile

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O 4D é uma espécie de 3D+1, a melhor dimensão chinesa da actualidade. A dimensão que nos coloca os cabelos ao vento ou que nos atira água para a cara quando um boneco espirra no ecrã.

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E tudo isto em conjunto com uma arquitectura que faz jus ao nome do parque.

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O dia acabou com um espectáculo multimédia chamado “La note Bleue” e é bem verdade que a 3ª menor e a 3ª maior andaram bem entretidas pela banda sonora.

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Beijinhos e abraços!





Val de Loire–2ème Jour

3 09 2011

Hoje vamos continuar a nossa viagem no rasto do rio Loire.

 

O dia começou no mais bonito dos Châteaux que visitei neste périplo – Château de Chenonceau.

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Plantado diretamente sobre o rio Cher, um afluente do Loire, foi construído em 1513 e é também conhecido como “Château des Dames”, dado que durante a sua história foi construído, protegido e alargado sob a égide de senhoras.

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No hotel estava uma brochura que publicitava uns passeios de barco para visitar o monumento. Acabou por ser essa a opção e é altamente recomendada.

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Em 1560, foi aqui que se assistiu ao primeiro espetáculo de fogo de artifício em França.

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É propriedade privada e é o segundo Châteaux mais visitado em França, a seguir a Versailles.

Devido à enorme quantidade de visitantes, acabei por não visitar o interior porque fiquei intimidado com a fila para comprar bilhete.

 

 

Assim sendo, rumo ao Château de Villandry, cujo ponto principal de atração são os seus jardins.

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A sua construção terminou em 1536, sendo o último dos “Châteaux” construídos no Vale do Loire.

Foi construído no sítio de uma antiga fortaleza do século XII, da qual resta apenas a torre que se vê melhor na próxima foto.

 

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Foi nessa fortaleza que a 4 de Julho de 1189, Henrique II, Rei de Inglaterra assinou um tratado de paz, em jeito de rendição, face a Filipe Augusto, rei de França.

Em 1906 foi comprado por Joachim Carvalho, médico espanhol, que dedicou a sua vida à restauração do edifício e à construção do actual jardim.

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Uma das particularidades do jardim é ser composto, em parte, por hortícolas. Foi a primeira vez que vi tal conceito, mas resulta bem!

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Tempo de içar a âncora e navegar até ao próximo ponto de interesse – Château de Azay-le-Rideau.

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Foi construído entre 1518 e 1523 por Gilles Berthelot, tesoureiro do rei François I.

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Foi uma paragem rápida, a caminho do destino final do dia, Chinon.

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Chinon foi também o destino final, mas da vida, de Henrique II. O mesmo que assinou o tratado de paz em Villandry a 4 de Julho de 1189, aqui faleceu dois dias mais tarde.

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E assim acabou o segundo dia de “Châteaux”. Falta contar a história do 3º, que é bem diferente, eu diria mesmo que roça o antónimo dos dois primeiros.

 

Beijinhos e abraços!





Val de Loire–1er Jour

28 08 2011

Olá!

No princípio de Junho aproveitei um fim-de-semana prolongado para fazer uma expedição ao Val de Loire “e arredores”.

Vamos ter um post dedicado a cada um desses três dias e para manter uma certa originalidade, o primeiro é dedicado ao primeiro dia!

Este vale traça o caminho que as águas doces do rio Loire escavaram para encontrarem o sal da vida, em pleno Atlântico.

O Loire é o mais longo rio de França, com 1013 km. A viagem (a do rio, não a minha) começa bem a sul, em Ardèche apenas 150 km a norte da costa mediterrânica e termina em Saint-Nazaire, pouco depois de deixar Nantes às 6 horas.

Até ao século XIX, este rio era a via principal para o movimento de mercadorias entre o porto de Nantes, o interior do país e a costa mediterrânica, tendo sido depois substituído pelo caminho de ferro.

A denominação “Val de Loire” é aplicada apenas a uma parte do percurso do rio, já perto do estuário. O ponto de interesse desta região é a grande concentração de “Châteaux” que ali existem e que contribuíram para que fosse considerada património mundial da UNESCO. Escrevi “Châteaux” e não “Castelos”, porque me custa um pouco fazer a tradução literal, já que nem todos são estruturas fortificadas.

A corte francesa esteve ali instalada nos séculos XV e XVI, nos anos efervescentes do renascimento.

 

Mas, antes de chegarmos aos castelos, vamos fazer uma paragem em Chartres para dar uma vista de olhos à sua catedral que data do século XIII:

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A posição do sol não ajudava, os andaimes ainda menos, mas foi a fotografia possível.

Continuando a visita…

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Depois da primeira paragem, rumo direto ao primeiro “Châteaux” – Chambord.

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Chambord é um dos mais célebres, se não o mais célebre dos monumentos da região. A sua construção teve início em 1519, sob as ordens de François I e em 1535, a torre de menagem estava concluída. No coração da torre de menagem está uma escadaria em dupla hélice, que se especula ter sido uma das últimas obras de Leonardo da Vinci que morou na região entre 1516 e 1519.

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Mais tarde, no século XVII, foi ponto de paragem frequente para Luís XIV. Uma vida difícil, ter que alternar entre Versailles e Chambord Smile

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Depois de Chambord, direito a uma passagem rápida em Amboise, onde acabei por achar esta pequena igreja mais fotogénica que o castelo:

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Assim como estas janelas, que me teleportaram para o Alentejo:

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Paragem no fim do dia em Tours para recuperar forças:

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O segundo dia foi marcado por mais “Châteaux” esplendorosos e jardins de hortícolas. A não perder, brevemente num blog perto de si Smile.

 

Beijinhos e abraços!








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